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Não empreendendo uma via desncessariamente directa, se correres sempre a olhar para trás, inevitável e dolorosamente, irás escarrapachar o nariz empinado num poste qualquer.


É a constatação do óbvio.


É por isto que sou de esquerda.


Atenciosamente,

Ché Bé**
Era uma vez dois meninos que queriam o mesmo pedaço de plasticina. A educadora, que era a mãe do menino rico, decidiu dividi-la. O menino rico ficou com a plasticina mais moldável e colorida. O menino pobre ficou com a parte da plasticina desgastada e já castanha da mistura de cores, tão dura que não dava para fazer boneco nenhum. Na hora do recreio o menino pobre e o menino rico fartavam-se de meter a língua de fora um ao outro. Então o rico pegou numa pedra e acertou no pobre.

De quem é a culpa?

Do pobre porque pôs a cabeça á frente da pedra.

A educadora nada fez porque estava na hora de trocar de turno.
Os pobres todos juram que hão de se vingar do menino rico.
O rico justifica-se dizendo que o pobre tinha piolhos na cabeça e só queria proteger-se.


Fascinante não é?
Ché Bé***

Stalin is a very good fellow!

Stalin is a very good fellow!

Stalin is a very good fellow!

Nobody can deny!
(or will mysteriously die!)

Feliz 130º Aniversário!
Porque se não fosse a sua conspurcação brutal dos ideias Comunistas, neste momento poderiamos viver num Império de Capitalismo Selvagem sem alternativas viáveis ou qualquer tipo de alternativas de todo!
Viva!
(vá lá, 130 anos depois já está na altura de cortar esse filtrador de vodka incorporado)
»For Mother Land« Ché Bé***
http://www.youtube.com/watch?v=duLds-TZMGw




"Este é o beijo do adeus, cão!!"
Muntadar Al-Zaidi
És o meu heroi!!!!



(No mundo árabe atirar os sapatos a alguém é o derradeiro insulto. Aqui na Europa só temos pena que o animal não tenha ficado com um simbolo da Nike marcado na testa.)



(Just do it.)




Porque a vida não feita de sonhos, mas de ideias venho por este meio expressar a minha opinião sobre uma matéria, já que no meio em que me insiro não mo é permitido faze-lo. Desde que tenho maturidade suficiente para cultivar o espírito que me tento constantemente construir como pessoa, não cedendo á tentação fácil de dogmas religiosos, pretensões familiares ou ambientais e visões cerradas da cultura em que me insiro. Por outras palavras:

Gosto de pensar por mim.

Será um pecado assim tão grave? Mais do que uma vez me disseram que vozes de burro não chegam ao céu, e esse princípio parece acalmar as mentes mais regressivas que me acatam o espírito com orações ou ameaçam a minha integridade física quando tenho qualquer ideia que não a vigente. Tal como esta:

Mãe, não me sinto portuguesa.

Para além dum berro valente esta inocente afirmação quase me valeu um voo rasante de uma mão aberta em fúria descomedida na minha cara. Se fosse “Sabes mãe, fui apanhada pela bofia a vender droga” ou “Mãe, estou grávida”, isso era perfeitamente normal, mas agora não me sentir portuguesa é que não pode ser. Mas passo a explicar esta postura inconcebível, que não sendo novidade é a minha.

Sinto-me uma cidadã do mundo.

Prego o internacionalismo, a globalização sustentável, a igualdade entre culturas e pessoas. Sejamos francos, os nacionalismos só reforçam as estruturas de poder, promovem conflitos desnecessários, inculcam falsos sentimentos de identidade e aparentemente também actuam ao nível do encéfalo porque impedem as pessoas de o usarem.
Será viável que na época privilegiada em que vivemos, das luzes, do progresso, dos YES WE CAN, nos algemem ao pretexto de que:

“Nasceste em Portugal, vais ser portuguesa. Vais á missa, comes tremoços, chegas sempre atrasado, comes com as mãos, queixas-te muito e não fazes nada e não te atrevas a andar por aí feliz. Carrega a tua cruz. O fado é triste, andar feliz é para os turistas!!”
?
Acho que isto até se torna insultuoso mas quem sou eu para dizer mal, não me sinto portuguesa não é verdade?
Enfim…
E na televisão, a propósito da celebração do 1 de Dezembro, perguntava insistentemente uma jornalista por volta da hora do almoço a uma senhora residente na fronteira:
“A senhora sente-se mais portuguesa ou sente-se mais espanhola?
E ela não sabia responder. Aquela hora devia sentir era fomeca, e não era o alho francês da sopa que a impediria de a comer.

Seja como for há que promover a tolerância. Faço-o e gostaria que o fizessem comigo.

Um dos argumentos atirados pela minha cara progenitora para defender a sua visão redutora foi
“Queria ver se vivesses no Paquistão, lá toda tapada sem poder falar.”
Eu disse-lhe:
Bem se não pudesse falar ao menos pensava:
“Sinto-me uma cidadã do mundo que vive no Paquistão.”

Sim porque de modo algum renego esta cultura que me deu esta língua lindíssima e os deliciosos pasteis de Belém.

(lembrei-me disto a propósito das celebrações do Euro 2004 quando inquiriam transeuntes sobre quais eram os símbolos da pátria e se ouviram pérolas tais como os referidos pasteis, “O Palhinhas” ou “O Cristiano Ronaldo”)
(sejamos francos, não há muita gente que se ajoelhe ao hastear da bandeira, o mesmo já não acontece com o Cristiano Ronaldo…)

Enfim poderia ficar horas a explicar as complexas elações sobre este tema mas não me apetece por agora. Talvez venha a abordar este tópico um dia mais tarde. Por conseguinte deixo aqui uma frase que creio resumir bastante bem a mensagem.

Sou uma cidadã do mundo
que por mero acaso nasceu em Portugal.

Atenciosamente, Ché Bé*